Holy under the time


akamira under the time

Nascimento

Estava cansado. Apenas a sombra de um homem andando sob o sol escaldante de um deserto de um mundo ao qual não conhecia. Não sabia como havia chegado lá e muito menos como poderia sair. Era a visão de um inferno triste e vazio…  Ao mesmo tempo em que o calor e a imensidão das areias varriam a minha alma, eu andava sem um motivo aparente, andava em direção a um sol fixo, um sol que não estava nascendo nem se pondo, mas que parecia estar morrendo… E de repente percebi uma porta de madeira em frente ao sol, parecia estar distante, mas depois de alguns passos a alcancei como se ela viesse até mim, toquei nela e percebi o quanto ela era real e diferente de tudo ao meu redor… Tudo parecia uma ilusão ou um sonho. Respirei fundo torcendo para, de alguma forma, a porta ser a minha salvação e a abri.

Eu entrei em um lugar onde de inicio não conseguia enxergar nada, era como se o sol detrás da porta tivesse me cegado, aos poucos voltei a enxergar e procurei a porta. A porta havia desaparecido e eu estava de pé em um chão invisível sobre o universo e, sobre mim, um teto escuro e infinito como a própria escuridão da morte.

Então era isso?

Eu morri e fui ao recanto das almas?

Mas se eu estivesse morto eu não deveria ter tido uma vida primeiro?

Mas… E agora?

Meus pensamentos foram interrompidos pelo tossir intencional de um homem que estava de pé próximo a mim com corpo e roupas de alguém acorrentado a uma vida de servidão e um rosto impossível de ser absorvido pela minha mente.

-Bem-vindo aos limites do tempo criança do acaso.

-Quem é você e que lugar é esse?

-As perguntas certas são “quem sou eu?” e “que tempo é esse?”.

-Não entendo essas coisas… Acho que estou morto, mas não me lembro de quem sou, acho que estou no purgatório, mas você me diz que estes são os limites do tempo.

-Pois bem, me acompanhe e saberás o necessário… Mesmo você não tendo escolha alguma, claro.

Neste momento o chão abaixo de mim deixou de existir e eu mergulhei naquele mar de estrelas e planetas, aonde meu estranho companheiro ia à frente da queda quando de repente paramos de cair e novamente o chão se fez presente abaixo de mim. Era um lugar totalmente vazio, desprovido de qualquer coisa, até mesmo da escuridão… Era como se estivéssemos num lugar inexistente, mas mesmo assim poderíamos estar lá de pé observando o nada e, de alguma forma, eu sabia, eu sentia: estava vivo.

-Este é o começo da criação, se bem que começo para nós é uma coisa ambígua e sem sentido.

-O que quer dizer com isso?

-Tudo ao seu tempo.

Foi então, em meio aquele vazio eu vi uma luz explosiva e compreendi. Talvez eu realmente não tenha entendido os acontecimentos, mas no meu interior eu compreendi e senti a criação tomar o vazio para si e transformar aquilo no universo, pouco a pouco, galáxia por galáxia, estrela por estrela e alma por alma. Percebi então a falta de algo dentro de mim.  Um algo pertencente aos seres recém-criados de um planeta azul.

Eu os invejava.

O meu guia me observava e analisava e, pelo jeito, percebeu:

-Você foi criado para pensar como eles, sentir como eles, sofrer como eles e morrer como eles, mas em momento algum pense “eu sou um deles”. Você ira morrer, mas sua alma será reutilizada várias e várias vezes, e em vários corpos diferentes conforme a necessidade de adaptação. Sua vontade não é sua, sua vontade pertence aos seus criadores e a ninguém mais. Quanto às criaturas as quais você será enviado… Elas são os Humanos, seres possuidores da dádiva da escolha, o “livre arbítrio”, e você têm a sua maldição: Ser usado para observa-los e faze-los trilhar o caminho escrito pelos seus criadores, seja por bem ou por mal.

-E quem são os meus criadores?

-Um deles se chama Pai Tempo.

Então ele apontou para o vazio aonde a realidade não conseguia preencher e lá eu vi uma torre feita de tijolos envelhecidos, uma torre sem começo nem fim, firmada e sustentada somente no vazio. Lá eu vi um ser parecido com um humano, mas de alguma forma completamente diferente em sua existência, era como se fosse um pecado muito grande olhar para ele. Possuía barbas e cabelos tão longos quanto o vazio podia permitir… Uma foice que descansava em seu colo, uma túnica cobria seu corpo e uma venda cobria seus olhos, estes eram seus únicos companheiros. Seu rosto era fixo em direção à existência que se originava no vazio e seu corpo não se mexia. Não consegui olhar por mais tempo para ele e desviei meu olhar para meu guia.

-Seus olhos estão vendados para manter a imagem do vazio guardada em seus olhos. No dia da extinção, ele ira retirar a venda e ceifar toda a criação e transforma-la no mesmo vazio gravado em seus olhos, recomeçando o ciclo.

-Ciclo?

-Sim, está é apenas um dos infinitos renascimentos da criação. Apesar de os destinos se manterem os mesmos, Akasha espera mais das almas que habitam a criação… ela deseja que eles percebam e impeçam o Pai Tempo de recomeçar o ciclo novamente assim como o próprio Pai Tempo deseja isso.

-Quem é Akasha?

-Ela é sua criadora junto do Pai Tempo… Akasha é uma existência impossível de se compreender, já que ela é tudo e ao mesmo tempo apenas ela. Apesar de ela e o Pai desejarem o fim dos ciclos, eles precisam criar uma existência que seja uma espécie de “agulha” para curar existências indesejáveis, já que eles não podem interferir diretamente nos destinos das almas, eles têm de agir através de você ou de qualquer outro submisso ao poder deles.

-Eu não consigo entender tudo isso… Está tudo muito rápido.

-Meu dever não é te fazer compreender, somente colocar a “ideia” em sua existência, e a propósito, sua hora de partir está chegando.

Quando ele disse isso, percebi a criação consumindo grande parte do vazio e estava se aproximando do “lugar” onde estávamos.

-Você ainda não me disse quem é.

Quando eu disse isso a face dele começou a tomar forma e percebi que ele era igual a imagem criada por mim mesmo em minha mente.

-Eu sou você, mas da criação anterior a esta… No final de seu destino você deve fazer o mesmo com o próximo para não deixa-lo perdido pela existência.

-O que vai acontecer com você?

-Quem sabe? Talvez eu ganhe minha redenção e vá existir nesta criação como um humano normal ou qualquer outra coisa… Pode ser também que eu simplesmente deixe de existir quando a criação me consumir, mesmo por que eu não fui feito para habita-la.

Nesse momento percebi que a criação estava começando a consumir meu guia e, lentamente, ele ia desaparecendo.

-Você tem tempo para mais duas perguntas e espero que as escolha mais sabiamente do que eu fui capaz.

Pensei rapidamente e percebi faltarem exatamente duas coisas sem explicação.

-Você me chamou de criança do acaso. Por quê?

- Apesar de eles desejarem o fim dos ciclos, Akasha e o Pai Tempo destroem suas memórias ao perceberem a existência dos ciclos, para se tornarem iguais as sua existências originais de quando os ciclos se iniciaram… Logo nós somos uma existência que, de um ciclo pro outro, pode simplesmente desaparecer, caso eles decidirem não nos criar. Isso também quer dizer que somos os únicos cientes dos ciclos e os únicos “seres humanos” que, após a extinção, ao invés de nossas almas retornarem para Akasha como todas as outras, nós somos enviados ao vazio à espera do próximo servo deles.

-E o deserto onde eu estava antes de vir para cá?

-Deserto? –Em toda a nossa conversa, este foi o único momento em que ele expressou alguma emoção, algo próximo de curiosidade e preocupação - Impossível, a sua existência deveria começar aqui no vazio e não em outro lugar – a criação começou a me consumir e meu guia já estava quase totalmente apagado – Talvez você seja um pouco diferente dos outros, espero que descubra o significado disso na sua existência, enfim não nos veremos mais, adeus e boa sorte.

Enquanto ele desaparecia, eu sentia várias sensações diferentes aonde a criação cobria: Dor, fúria, raiva, inveja, loucura, culpa e principalmente esquecimento. Até, finalmente, ser totalmente consumido e tudo se tornar escuro… Então eu senti algo me puxar e me absorver para si.

Eu existia.

Esta é a história da minha criação.

mbaltzell:

The new dance craze sweeping the cat nation.

mbaltzell:

The new dance craze sweeping the cat nation.

Source: theamericankid

The law are blind? yes, but a liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitle dirty

The law are blind? yes, but a liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitle dirty

brok-lee:

Woodkid

brok-lee:

Woodkid

mbaltzell:

Oh hey, Nitori, how are yoH JEEZ WHAT ARE YOU DOING

mbaltzell:

Oh hey, Nitori, how are yoH JEEZ WHAT ARE YOU DOING

Source: pixiv.net

ryuuseiboy:

revofag:

epic4chan:

Fancy Crab  画

HAHAHAHAH, WHAT IS THIS?!X°°° He’s so fabulous! Now I feel the urge of a Crab dating-sim!<3 8D (LOL, JUST JOKING XDDDD)

LOOK BIBBI IT’S REAL

ryuuseiboy:

revofag:

epic4chan:

Fancy Crab 

HAHAHAHAH, WHAT IS THIS?!X°°° He’s so fabulous! Now I feel the urge of a Crab dating-sim!<3 8D (LOL, JUST JOKING XDDDD)

LOOK BIBBI IT’S REAL

Source: epic4chan

getoutoftherecat:

stop that cat. computers are not for noms. i bet that doesn’t even taste good.

getoutoftherecat:

stop that cat. computers are not for noms. i bet that doesn’t even taste good.

Source: getoutoftherecat

mtgathering:

Birds of Paradise